A musa me diz : "Vodka apaga a memória; ou seja, apaga as mazelas da vida. Não ache tosco."
Bem, deus sabe que eu não tenho medo de achar tosco. Incompetência é uma coisa, falta de inspiração é outra. Mas tá, eu concordo com a afirmação; as pessoas de boa memória devem ter uma carga mágoas incrível. Não posso afirmar com certeza, mas deve ser decepcionante conviver com a mediocridade que permeia cada pedaço do cotidiano, e ainda lembrar disso a cada momento. Bem ou mal, minha memória me impede de vivenciar isso.
Talvez não seja a memória. Talvez seja a essência do meu próprio ser, rejeitando a banalidade que domina cada parte dessa existência. Talvez seja o meu ego super crescido tentando se diferenciar da massa. Talvez seja só eu tentando receber alguns elogios dos outros. Às vezes eu sou fútil, sim, e não me envergonho.
Anyway, a ode ainda tem que se apresentar:
"Ainda que os montes se convertam em pó
Vou beber, mesmo que só
A vodka não ficará sem companhia
Manipulando o passado
Minha memória, um achado
Perdido nas brumas do dia
Lembrar dói
Pensar constrói
A ressaca destrói
O álcool revela a futuro
Apagando o passado, imaturo
Em direção ao novo amanhã"
Yeah.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
De incentivos se faz um blog
É. Agora até eu tenho um blog. Não esperem algo de boa qualidade, eu sou medíocre, e talvez até goste disso. Mas, atendendo a pedidos, tá aqui. Quem sabe eu tome gosto?
Por enquanto isso é só pra afastar o tédio. Me parece interessante a possibilidade de escrever sem compromisso com ninguém, nem comigo mesmo. Enquanto o todo-poderoso Google existir, não tem como esses textos se perderem por pura negligência minha. Escrevo, e as palavras se perdem no éter; apenas um vestígio permanece. Mas é o bastante, por hora.
"Eu, quando por livre vontade decidia fazer algo, primava pela qualidade. Não admitia o que fosse inferior ao máximo que eu podia fazer, e era exigente comigo mesmo. Depois, percebi que isso era medo. Medo de ser menos que eu poderia, um passo mais perto do sujeito banal. Sempre queria me exceder, em uma orgia de perfeição e controle. Mas, como qualquer um pode adivinhar, isso se tornou insustentável. Depois da velha briga interna, do puxa-pra-cá, empurra-pra-lá, veio a trégua, onde os ânimos se acalmam e uma conclusão é alcançada.
A falha pode acabar com a confiança, mas também pode restaurar a humildade. No caso de um ego tão inflado, foram necessárias várias falhas. Quando se acha que controla tudo, perde-se o controle de si mesmo. Então, a recíproca também deveria ser válida?
Deu certo, no fim das contas. Uma sensação de alívio permeia o ser, enquanto se olha pra tudo não com olhos de responsabilidade, mas com a aceitação passiva que só parece razoável pra quem já deu de cara com a parede. Algumas vezes."
Por enquanto isso é só pra afastar o tédio. Me parece interessante a possibilidade de escrever sem compromisso com ninguém, nem comigo mesmo. Enquanto o todo-poderoso Google existir, não tem como esses textos se perderem por pura negligência minha. Escrevo, e as palavras se perdem no éter; apenas um vestígio permanece. Mas é o bastante, por hora.
"Eu, quando por livre vontade decidia fazer algo, primava pela qualidade. Não admitia o que fosse inferior ao máximo que eu podia fazer, e era exigente comigo mesmo. Depois, percebi que isso era medo. Medo de ser menos que eu poderia, um passo mais perto do sujeito banal. Sempre queria me exceder, em uma orgia de perfeição e controle. Mas, como qualquer um pode adivinhar, isso se tornou insustentável. Depois da velha briga interna, do puxa-pra-cá, empurra-pra-lá, veio a trégua, onde os ânimos se acalmam e uma conclusão é alcançada.
A falha pode acabar com a confiança, mas também pode restaurar a humildade. No caso de um ego tão inflado, foram necessárias várias falhas. Quando se acha que controla tudo, perde-se o controle de si mesmo. Então, a recíproca também deveria ser válida?
Deu certo, no fim das contas. Uma sensação de alívio permeia o ser, enquanto se olha pra tudo não com olhos de responsabilidade, mas com a aceitação passiva que só parece razoável pra quem já deu de cara com a parede. Algumas vezes."
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