Nunca vi, e acho que nunca vou ver:
Um baiano workaholic.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Shidô é o caminho da própria existência humana. Não prega o bem absoluto, o mal absoluto nem o equilíbrio absoluto. Essa flexibilidade é ressonante com a condição vibratória desse estado singular de existência, pois assim interagimos com todos os extremos, mas não pertencemos a nenhum deles. É transcender a transcendência.
domingo, 2 de agosto de 2009
Got to get up!
"Whenever I'm sad I just stop being sad and be Awesome instead. True Story." -Barney Stinson
Cara, essa frase me pegou de jeito (créu). Não sei quem diabos é Barney Stinson, nem tive curiosidade de pesquisar no onisciente Google, mas não importa. Essa frase é aquele tipo de obra prima (com hífen??) que a pessoa faz um mês antes de morrer.
É uma coisa a se considerar. Todos que já assistiram desenho sabem que SEMPRE dá pra piorar a situação, geralmente com uma chuva inoportuna. Ficar reclamando e remoendo a própria falta de sorte não ajuda em nada, certamente. Quando alguém está mal, ela é merecedora de pena. Quando essa pessoa passa a chafurdar no seu infortúnio, ela passa a não ser ao menos merecedora de desprezo. É um arremedo de ser humano que está atolada na lama porque quer, não por conta das circunstâncias.
Geralmente as pessoas escrevem para poder se expressar, e muitas vezes essa expressão é sobre algo que não está bem: seja uma angústia, uma crise existencial ou um amor que não está dando muito certo. Esse post é também sobre algo que não está bem, mas não é sobre mim. Se algum leitor estiver se sentindo triste, espero que ele tome vergonha na cara e lembre das palavras acima; be Awesome instead.
A tristeza é normal, todo mundo sente. Continuar triste é uma opção. Sinta-se dono da sua vida, da sua cabeça, mesmo que não o seja. Quem se importa?
Realmente uma frase memorável. Daquelas que vale a pena ser transformada em um mantra motivacional, pra repetir na cabeça enquanto faz algo não tão prazeroso. Como nos estudos, por exemplo (é, tom autobiográfico nessa frase).
Por último, deixo as palavras da inefável Siouxsie:
"No more looking down
Look up!
Skyward up to your eyes
Devour the sun - Now!"
Cara, essa frase me pegou de jeito (créu). Não sei quem diabos é Barney Stinson, nem tive curiosidade de pesquisar no onisciente Google, mas não importa. Essa frase é aquele tipo de obra prima (com hífen??) que a pessoa faz um mês antes de morrer.
É uma coisa a se considerar. Todos que já assistiram desenho sabem que SEMPRE dá pra piorar a situação, geralmente com uma chuva inoportuna. Ficar reclamando e remoendo a própria falta de sorte não ajuda em nada, certamente. Quando alguém está mal, ela é merecedora de pena. Quando essa pessoa passa a chafurdar no seu infortúnio, ela passa a não ser ao menos merecedora de desprezo. É um arremedo de ser humano que está atolada na lama porque quer, não por conta das circunstâncias.
Geralmente as pessoas escrevem para poder se expressar, e muitas vezes essa expressão é sobre algo que não está bem: seja uma angústia, uma crise existencial ou um amor que não está dando muito certo. Esse post é também sobre algo que não está bem, mas não é sobre mim. Se algum leitor estiver se sentindo triste, espero que ele tome vergonha na cara e lembre das palavras acima; be Awesome instead.
A tristeza é normal, todo mundo sente. Continuar triste é uma opção. Sinta-se dono da sua vida, da sua cabeça, mesmo que não o seja. Quem se importa?
Realmente uma frase memorável. Daquelas que vale a pena ser transformada em um mantra motivacional, pra repetir na cabeça enquanto faz algo não tão prazeroso. Como nos estudos, por exemplo (é, tom autobiográfico nessa frase).
Por último, deixo as palavras da inefável Siouxsie:
"No more looking down
Look up!
Skyward up to your eyes
Devour the sun - Now!"
segunda-feira, 13 de julho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
What wonders a Pocket can hold?
Ontem foi um dia estranho, sem dúvida. E, como toda coisa estranha, foi algo memorável, ainda que simples pra maioria dos presentes. Como eu costumo dar importância pra coisas que, para os outros, não passa de uma irrelevância, então falo apenas por mim quando digo que foi um dia estupendo, com direito a gritos de "delícia!!" e aplausos de pé.
Não é sempre que se vê um anjo cantando. Tem gente que, através da voz, toca algo no fundo da gente, naquele lugar um pouco atrás da boca do estômago. Arrepia. Deixa sem reação, tamanha beleza e emoção. Canta, dança, se empolga e até derruba violões no caminho. Ainda assim, continua humana e humilde, não se recusando a dar atenção aos amigos e admiradores. Muito melhor que um anjo, na minha opinião.
O dia parecia furado. Talvez uma revanche, já que aquele que digita esse texto prefere a noite. Ou talvez tenha uma cota de coisas boas que podem acontecer em 24 horas, e a noite já tinha preparado tudo. Ela certamente tinha um plano.
Sai o garoto (afobado, pois achava que estava atrasado) e vai caminhando em passos largos em direção ao ponto de ônibus. Liga pra uma de suas amigas para saber o endereço e, após algumas gargalhadas, descobre que está uma hora adiantado. Como ele é muito orgulhoso para voltar pra casa com cara de tacho, prefere ir caminhando. Não é tão longe, e a brisa está agradável; porque não?
Eis que uma estrela risca o céu, como se o recompensasse por sempre olhar o mar de estrelas, naquela cortina de veludo. Mais animado, o rapaz põe-se a caminhar e procurar algumas flores; suas amigas mereciam.
Chegando em seu destino (com três florzinhas muchas) ele espera pacientemente, pois sabe que mulher sempre enrola um pouco. Quando elas chegam, finalmente entram no teatro. Simples, porém suficientemente equipado. Ali, o que mais importa é o talento, não mega-produções megalomaníacas.
O espetáculo começa, e o tempo se arrasta. O garoto curte cada nota, se deleita com os maravilhosos timbres que ecoam em sua mente, enquanto sua amiga ao lado cochicha detalhes musicais que fariam qualquer conoisseur de música se sentir um amador. A apresentadora dá sua gafe, mas é ovacionada ao invés de vaiada. Prova irrefutável do clima gostoso que permeava o lugar, as pessoas.
Como todo bom sonho, a apresentação chega ao fim. Todos correm para cumprimentar aqueles que abriram seu coração nas apresentações, e em troca acabaram tocando os nossos. Depois de abraços e parabenizações aqui e acolá, chega a hora de partir. O garoto ainda descola uma carona em um carro que é compacto por fora, grande por dentro. E animado, diga-se de passagem. Com direito a funk e movimentos de quadril, que ameaçavam a integridade física e moral daqueles que iam no colo.
Assim que desceu do carro, seu irmão liga querendo conversar. Seria estranho se fossem duas pessoas comuns, mas essa história não envolve muita gente ordinária. Após uns dois dedos de prosa e relatos de coincidências macabras (algo a ver com o Morro Silencioso, sirenes e apagões) os dois se abrigam do frio no carro, e começam a falar sobre possibilidades, finanças e moral (tudo no mesmo contexto, diga-se de passagem).
Finalmente, cansados de sua troca de idéias e de jogar conversa fora, cada um vai pra sua casa e se prepara para o outro dia. Outro dia, outra vida; mude a forma, mantenha o conteúdo.
Não é sempre que se vê um anjo cantando. Tem gente que, através da voz, toca algo no fundo da gente, naquele lugar um pouco atrás da boca do estômago. Arrepia. Deixa sem reação, tamanha beleza e emoção. Canta, dança, se empolga e até derruba violões no caminho. Ainda assim, continua humana e humilde, não se recusando a dar atenção aos amigos e admiradores. Muito melhor que um anjo, na minha opinião.
O dia parecia furado. Talvez uma revanche, já que aquele que digita esse texto prefere a noite. Ou talvez tenha uma cota de coisas boas que podem acontecer em 24 horas, e a noite já tinha preparado tudo. Ela certamente tinha um plano.
Sai o garoto (afobado, pois achava que estava atrasado) e vai caminhando em passos largos em direção ao ponto de ônibus. Liga pra uma de suas amigas para saber o endereço e, após algumas gargalhadas, descobre que está uma hora adiantado. Como ele é muito orgulhoso para voltar pra casa com cara de tacho, prefere ir caminhando. Não é tão longe, e a brisa está agradável; porque não?
Eis que uma estrela risca o céu, como se o recompensasse por sempre olhar o mar de estrelas, naquela cortina de veludo. Mais animado, o rapaz põe-se a caminhar e procurar algumas flores; suas amigas mereciam.
Chegando em seu destino (com três florzinhas muchas) ele espera pacientemente, pois sabe que mulher sempre enrola um pouco. Quando elas chegam, finalmente entram no teatro. Simples, porém suficientemente equipado. Ali, o que mais importa é o talento, não mega-produções megalomaníacas.
O espetáculo começa, e o tempo se arrasta. O garoto curte cada nota, se deleita com os maravilhosos timbres que ecoam em sua mente, enquanto sua amiga ao lado cochicha detalhes musicais que fariam qualquer conoisseur de música se sentir um amador. A apresentadora dá sua gafe, mas é ovacionada ao invés de vaiada. Prova irrefutável do clima gostoso que permeava o lugar, as pessoas.
Como todo bom sonho, a apresentação chega ao fim. Todos correm para cumprimentar aqueles que abriram seu coração nas apresentações, e em troca acabaram tocando os nossos. Depois de abraços e parabenizações aqui e acolá, chega a hora de partir. O garoto ainda descola uma carona em um carro que é compacto por fora, grande por dentro. E animado, diga-se de passagem. Com direito a funk e movimentos de quadril, que ameaçavam a integridade física e moral daqueles que iam no colo.
Assim que desceu do carro, seu irmão liga querendo conversar. Seria estranho se fossem duas pessoas comuns, mas essa história não envolve muita gente ordinária. Após uns dois dedos de prosa e relatos de coincidências macabras (algo a ver com o Morro Silencioso, sirenes e apagões) os dois se abrigam do frio no carro, e começam a falar sobre possibilidades, finanças e moral (tudo no mesmo contexto, diga-se de passagem).
Finalmente, cansados de sua troca de idéias e de jogar conversa fora, cada um vai pra sua casa e se prepara para o outro dia. Outro dia, outra vida; mude a forma, mantenha o conteúdo.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
The String
This is the last string to play
The last string to sever
How couldn't this last forever??
Drowned in sheer pleasure
Spining like a madman
Denying rationality
Feeling all you can
Is this real or some kind of dream??
Oh, Morpheus, don't play tricks on me....
The last string to sever
How couldn't this last forever??
Drowned in sheer pleasure
Spining like a madman
Denying rationality
Feeling all you can
Is this real or some kind of dream??
Oh, Morpheus, don't play tricks on me....
quinta-feira, 9 de abril de 2009
CK
Snap dash snap
Some people snap
Some people dash
Some people crash
What do i do?
Just carry on;
I'm too broken for that
Some people snap
Some people dash
Some people crash
What do i do?
Just carry on;
I'm too broken for that
sexta-feira, 27 de março de 2009
Nadadeformataçãobonitinhasóbaboseirassoltas
Éissaê.
Estava eu, garoto serelepe e vivaz, correndo pela casa. O dia estava com um maravilhoso céu chuvoso, e a minha barriga estava cheia. Como não estar feliz? Como o destino é mais irônico do que se supõe, algo tinha que acontecer pra acabar com isso: então, enfiei o joelho em uma porta. Senti o osso doendo, mas nada que fosse insuportável, e continuei a andar. Ao reparar em mim mesmo (sim, precisa de atenção pra isso; ninguém presta atenção em algo o tempo todo, nem em si mesmo) percebi que estava mancando. Porquê? Oras, bati meu joelho, então ele deveria estar doendo. Logo, para evitar a dor eu teria que mancar, a fim de não forçar o local lesado. É simplesmente natural que eu esteja mancando. Estranho, ainda assim algo em mim não concordava com esse raciocínio; afinal, eu não estava sentindo dor. Foi aí, então, que percebi que estava doendo, de fato, mas, por não dar atenção à dor, era como se ela não existisse. Isso me intrigou de tal forma, que passei uma eternidade pensando, e quinze (eternos) minutos depois me veio uma conclusão: o que tomamos por normal, nesse caso, é apenas mais um indício da idiotice inerente à raça humana. Segue, pois, o raciocínio: o joelho doía, então ele era prioridade no momento. Algo que deveria ser solucionado o mais rápido possível, pois me era desagradavel. Então, normalmente, eu deveria desviar minha atenção da alegria para a dor. Eu estava condicionado a fazer isso, mesmo sem pensar, um reflexo. Conclui-se, a partir disso, que nós colocamos nossa atenção no que nos faz mal, ao invés de coloca-la no que nos faz bem. Ao não seguir essa rotina, ao ignorar a dor, ela passou a não existir pra mim; logo, algo só existe se for-lhe atribuída importância. Juntando ambas conclusões, percebe-se o quanto somos idiotas: atribuimos existência ao que nos faz mal, e relegamos a segundo plano aquilo que nos é precioso. Lógica invertida, instinto ou burrice? Na verdade, essa questão não é importante. O que importa mesmo é saber dar importância ao que merece.... Do contrário, só se cria infelicidade, pois a realidade privada vai ser constituida de coisas desagradáveis, e tudo vai ser culpa do pobre diabo que luta contra suas correntes, apertando-as cada vez mais, ao invés de simplesmente relaxar e deixa-las escorregar. Horray àqueles que me são importantes. Guardo-os no coração.
Estava eu, garoto serelepe e vivaz, correndo pela casa. O dia estava com um maravilhoso céu chuvoso, e a minha barriga estava cheia. Como não estar feliz? Como o destino é mais irônico do que se supõe, algo tinha que acontecer pra acabar com isso: então, enfiei o joelho em uma porta. Senti o osso doendo, mas nada que fosse insuportável, e continuei a andar. Ao reparar em mim mesmo (sim, precisa de atenção pra isso; ninguém presta atenção em algo o tempo todo, nem em si mesmo) percebi que estava mancando. Porquê? Oras, bati meu joelho, então ele deveria estar doendo. Logo, para evitar a dor eu teria que mancar, a fim de não forçar o local lesado. É simplesmente natural que eu esteja mancando. Estranho, ainda assim algo em mim não concordava com esse raciocínio; afinal, eu não estava sentindo dor. Foi aí, então, que percebi que estava doendo, de fato, mas, por não dar atenção à dor, era como se ela não existisse. Isso me intrigou de tal forma, que passei uma eternidade pensando, e quinze (eternos) minutos depois me veio uma conclusão: o que tomamos por normal, nesse caso, é apenas mais um indício da idiotice inerente à raça humana. Segue, pois, o raciocínio: o joelho doía, então ele era prioridade no momento. Algo que deveria ser solucionado o mais rápido possível, pois me era desagradavel. Então, normalmente, eu deveria desviar minha atenção da alegria para a dor. Eu estava condicionado a fazer isso, mesmo sem pensar, um reflexo. Conclui-se, a partir disso, que nós colocamos nossa atenção no que nos faz mal, ao invés de coloca-la no que nos faz bem. Ao não seguir essa rotina, ao ignorar a dor, ela passou a não existir pra mim; logo, algo só existe se for-lhe atribuída importância. Juntando ambas conclusões, percebe-se o quanto somos idiotas: atribuimos existência ao que nos faz mal, e relegamos a segundo plano aquilo que nos é precioso. Lógica invertida, instinto ou burrice? Na verdade, essa questão não é importante. O que importa mesmo é saber dar importância ao que merece.... Do contrário, só se cria infelicidade, pois a realidade privada vai ser constituida de coisas desagradáveis, e tudo vai ser culpa do pobre diabo que luta contra suas correntes, apertando-as cada vez mais, ao invés de simplesmente relaxar e deixa-las escorregar. Horray àqueles que me são importantes. Guardo-os no coração.
sábado, 14 de março de 2009
Filosofia de chuveiro
Lá estava eu, tomando banho a tarde, e divagando insconscientemente enquanto a água descia por meu corpo. Geralmente as pessoas cantam no chuveiro, mas eu nunca tenho atenção suficiente pra cantar uma música inteira, então prefiro ficar pensando.
"Se eu quiser me tornar uma pessoa melhor, tenho que aperfeiçoar; pra fazer isso, no entanto, tenho que me afastar dos outros, e pensar mais em mim, e isso é egoísmo. Se eu me tornar egoísta, então, terei me tornado melhor?
Não; a iluminação é o ápice individual, mas o que adianta estar no topo se não tem compania? A iluminação coletiva é o objetivo mais louvável; mas como ajudar os outros quando se é egoísta?"
Diante do dilema, so me restou pensar mais ainda. Mas a preguiça bate forte, e eu não tô afim de apresentar minhas conclusões agora. Quem sabe mais tarde?
Pois é, se você nunca pensou nisso tá na hora de começar. Ou não. It's your call.
"Se eu quiser me tornar uma pessoa melhor, tenho que aperfeiçoar; pra fazer isso, no entanto, tenho que me afastar dos outros, e pensar mais em mim, e isso é egoísmo. Se eu me tornar egoísta, então, terei me tornado melhor?
Não; a iluminação é o ápice individual, mas o que adianta estar no topo se não tem compania? A iluminação coletiva é o objetivo mais louvável; mas como ajudar os outros quando se é egoísta?"
Diante do dilema, so me restou pensar mais ainda. Mas a preguiça bate forte, e eu não tô afim de apresentar minhas conclusões agora. Quem sabe mais tarde?
Pois é, se você nunca pensou nisso tá na hora de começar. Ou não. It's your call.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Ode à vodka
A musa me diz : "Vodka apaga a memória; ou seja, apaga as mazelas da vida. Não ache tosco."
Bem, deus sabe que eu não tenho medo de achar tosco. Incompetência é uma coisa, falta de inspiração é outra. Mas tá, eu concordo com a afirmação; as pessoas de boa memória devem ter uma carga mágoas incrível. Não posso afirmar com certeza, mas deve ser decepcionante conviver com a mediocridade que permeia cada pedaço do cotidiano, e ainda lembrar disso a cada momento. Bem ou mal, minha memória me impede de vivenciar isso.
Talvez não seja a memória. Talvez seja a essência do meu próprio ser, rejeitando a banalidade que domina cada parte dessa existência. Talvez seja o meu ego super crescido tentando se diferenciar da massa. Talvez seja só eu tentando receber alguns elogios dos outros. Às vezes eu sou fútil, sim, e não me envergonho.
Anyway, a ode ainda tem que se apresentar:
"Ainda que os montes se convertam em pó
Vou beber, mesmo que só
A vodka não ficará sem companhia
Manipulando o passado
Minha memória, um achado
Perdido nas brumas do dia
Lembrar dói
Pensar constrói
A ressaca destrói
O álcool revela a futuro
Apagando o passado, imaturo
Em direção ao novo amanhã"
Yeah.
Bem, deus sabe que eu não tenho medo de achar tosco. Incompetência é uma coisa, falta de inspiração é outra. Mas tá, eu concordo com a afirmação; as pessoas de boa memória devem ter uma carga mágoas incrível. Não posso afirmar com certeza, mas deve ser decepcionante conviver com a mediocridade que permeia cada pedaço do cotidiano, e ainda lembrar disso a cada momento. Bem ou mal, minha memória me impede de vivenciar isso.
Talvez não seja a memória. Talvez seja a essência do meu próprio ser, rejeitando a banalidade que domina cada parte dessa existência. Talvez seja o meu ego super crescido tentando se diferenciar da massa. Talvez seja só eu tentando receber alguns elogios dos outros. Às vezes eu sou fútil, sim, e não me envergonho.
Anyway, a ode ainda tem que se apresentar:
"Ainda que os montes se convertam em pó
Vou beber, mesmo que só
A vodka não ficará sem companhia
Manipulando o passado
Minha memória, um achado
Perdido nas brumas do dia
Lembrar dói
Pensar constrói
A ressaca destrói
O álcool revela a futuro
Apagando o passado, imaturo
Em direção ao novo amanhã"
Yeah.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
De incentivos se faz um blog
É. Agora até eu tenho um blog. Não esperem algo de boa qualidade, eu sou medíocre, e talvez até goste disso. Mas, atendendo a pedidos, tá aqui. Quem sabe eu tome gosto?
Por enquanto isso é só pra afastar o tédio. Me parece interessante a possibilidade de escrever sem compromisso com ninguém, nem comigo mesmo. Enquanto o todo-poderoso Google existir, não tem como esses textos se perderem por pura negligência minha. Escrevo, e as palavras se perdem no éter; apenas um vestígio permanece. Mas é o bastante, por hora.
"Eu, quando por livre vontade decidia fazer algo, primava pela qualidade. Não admitia o que fosse inferior ao máximo que eu podia fazer, e era exigente comigo mesmo. Depois, percebi que isso era medo. Medo de ser menos que eu poderia, um passo mais perto do sujeito banal. Sempre queria me exceder, em uma orgia de perfeição e controle. Mas, como qualquer um pode adivinhar, isso se tornou insustentável. Depois da velha briga interna, do puxa-pra-cá, empurra-pra-lá, veio a trégua, onde os ânimos se acalmam e uma conclusão é alcançada.
A falha pode acabar com a confiança, mas também pode restaurar a humildade. No caso de um ego tão inflado, foram necessárias várias falhas. Quando se acha que controla tudo, perde-se o controle de si mesmo. Então, a recíproca também deveria ser válida?
Deu certo, no fim das contas. Uma sensação de alívio permeia o ser, enquanto se olha pra tudo não com olhos de responsabilidade, mas com a aceitação passiva que só parece razoável pra quem já deu de cara com a parede. Algumas vezes."
Por enquanto isso é só pra afastar o tédio. Me parece interessante a possibilidade de escrever sem compromisso com ninguém, nem comigo mesmo. Enquanto o todo-poderoso Google existir, não tem como esses textos se perderem por pura negligência minha. Escrevo, e as palavras se perdem no éter; apenas um vestígio permanece. Mas é o bastante, por hora.
"Eu, quando por livre vontade decidia fazer algo, primava pela qualidade. Não admitia o que fosse inferior ao máximo que eu podia fazer, e era exigente comigo mesmo. Depois, percebi que isso era medo. Medo de ser menos que eu poderia, um passo mais perto do sujeito banal. Sempre queria me exceder, em uma orgia de perfeição e controle. Mas, como qualquer um pode adivinhar, isso se tornou insustentável. Depois da velha briga interna, do puxa-pra-cá, empurra-pra-lá, veio a trégua, onde os ânimos se acalmam e uma conclusão é alcançada.
A falha pode acabar com a confiança, mas também pode restaurar a humildade. No caso de um ego tão inflado, foram necessárias várias falhas. Quando se acha que controla tudo, perde-se o controle de si mesmo. Então, a recíproca também deveria ser válida?
Deu certo, no fim das contas. Uma sensação de alívio permeia o ser, enquanto se olha pra tudo não com olhos de responsabilidade, mas com a aceitação passiva que só parece razoável pra quem já deu de cara com a parede. Algumas vezes."
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